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terça-feira, 15 de setembro de 2009

INCOMPREENSÍVEL

Então, parece ser besteira. Ninguém entenderia - apenas você mesmo compreenderia, pois você já entendeu muito bem do que se passa na sua cabeça, do que está sentindo e do que está vivendo.
Tem em mente de que não é nada, essa situação é desprezada por todos - eles achariam besteira - porém você não pode compartilhar esse pequeno sentimento - que está crescendo dentro de você a ponto de querer explodir, mas não pode e não consegue.

Se tenta explicar o motivo, todas as palavras que saem da sua boca voltam contra você, te acusando de qualquer modo, por nada.
Sabe que você está certa, que eles estão errados - mas pra eles você está errada e eles estão certos. Mais de uma opinião leva tua vantagem embora, sem ao menos entender o seu lado - mas, se não entendem o seu lado, como explicar teu ponto de vista?
Tente se disfarçar, mas não consegue. O sentimento que você está segurando (suportando) cresceu e não há mais espaço para guardá-lo. Agora, ele está transbordando pelos seus olhos - você tem que segurá-lo, guardar essa nova angústia, engolir todas as desavenças. Pergunto: Pra que engolir o choro? Simplesmente pelo fato de ninguém entender seu motivo.

Eles querem te alegrar - e você tem noção disso - não querem te ver assim. Tentam te consolar e você, então, percebe que tudo aquilo é besteira. Por isso, você não pode contar;
Porém, você quer liberá-lo, chorar até tirar ele dentro de você.

Já sabia que era besteria, agora que tudo passou, sabe que é pura idiotice. Só você mesmo para considerá-lo algo que te importe, né?

Por que as pessoas não podem ser um pouco mais compreensíveis com você? Nada de errado com elas, mas respeito é uma das melhores soluções para essa hora.

terça-feira, 26 de maio de 2009

O trem está desembarcando


Última chamada. O trem está partindo. Abraços, choros, emoções, ela despediu. Nunca esquecerei desse dia, o dia em que você partiu.


-Nanny, temos uma surpresa pra você. - dizia Gabe.
-É. Não sai daí! - dizia Adne correndo para as escadas com Gabe.
-Não! Não, não quero surpresa! Bia, o que é? É grande? Elas vão trazer aqui pra baixo, no meio dessa galera? Posso ir no banheiro? -perguntava Nanny, tentando escapar da surpresa pra não passar vergonha no intervalo.
-SURPRESAA!! - todos gritaram. Gabe entrgou uma caixa em formato de coração com um monte de cartinhas e presentes. Abraços de agradecimentos, pesentes, ler cartas. Eu dei um livro Desejo-lhe Feliz Mudança, esse livro rosa-branco-preto em baixo.


(...)

Bateu o sinal e Nanny teve de despedir de um monte de gente - ela é especial para toda a sala - e até a Jú chorou. Fotos, mais presentes da Camila e mais despedidas. Camila deu um porta-retrato com uma foto nossa do ano passado quando fomos no Hopi Hari. Bons tempos, cara.

<-- (Da esquerda pra direita) Fê, Gabe, Paula, Adne, Camila, Ianny, Eu, João, Bia.

(...)




Eu, Nanny, Adne, Gabe e Paula passamos a tarde no prédio da Nanny, sentadas na madeira, ar livre e lendo um rolo de cartas. Ventava, nuvens cinzas apareceram, garoava, bem o nosso clima. Paula escrevia algo em um papel de caderno com um grifa-texto.

-Assine. - ela pedia para cada um.

-O que você está fazendo?

-Vamos jogar esse papel nesse vão da madeira e ficará lá como recordação desse dia. - ela não falou nessas palavras, mas a ideia foi profunda!Tiramos até foto para recordar esse momento. Todas nós segurando uma ponta do papel e empurrando para o papel entrar. Choramos, abraçamos.. Momento para recordar.

-Como iremos voltar aqui para buscá-lo?

(...)


Entramos e ficamos no hall, sentamos nequele sofá branco que irei recordar. Nanny subiu para.. seilá! Houve uma ventania fote lá fora. Saímos e uma toalha branca havia caído da sacada do ap.24[?]. O limpador(gato, qeu sempre adimiramos) estava lá.
-Qual é o seu nome? Quantos anos você tem? - Paula perguntou.
-Anderson, 20.
-Sabe a Ianny desse prédio? Seria bom se você conversasse com ela. Você é importante pra ela.
Deixamos escapar os risos.
-Tá bom.- ele respondeu.
-Ela tá aqui, no hall.

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-Pode vir aqui um minuto? - preguntou Anderson por trás de uma porta no hall. Nanny seguiu em direção a porta e ela a fechou. Ficamos tão curiosas que algumas das meninas foram espiar pela fechadura! rsrs

-O que aconteceu? Você beijou ele?!
-Nada! - respondia ela.
-Como nada?!
-Ele só veio se despedir e perguntou: Posso te dar um beijo?
-Ele deu?
-Não.
Como fiquei com raiva nesse momento.
-Deixei ele dar um beijo no rosto, mas ele pediu: E na boca? Mas não deixei. Pode ter uma câmera lá e não quero acabar com o emprego do cara.
Raiva de novo.

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-Cadê a Ianny? - perguntou Anderson para Paula.
-Lá embaixo, ou lá fora (esperando nosso colega Preto [Pedro] chegar). Posso saber porque?
-Só quero conversar.

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-Ele não achou ela. Então, mandou dizer pra ela pra ligar pra esse número, que é da amiga dele que já está sabendo da história, e passar o número dela. Ele não sabe o número do cel novo dele, não quer perder contato com ela e que gosta muito dela. - Paula disse.
(Anderson entra para ver Nanny, prestes a sair do seu trabalho)
Eles foram conversar. Nanny não deixou ele beijá-la. Ele foi embora. Preto já tinha chegado, a propósito.


(...)


No apê da Nanny, comemos pipoca, bebemos H2Oh. Assinamos no mural-de-metal-verde dela. Assistimos um DVD de Blackmusic (e Rock), cantávamos junto com as músicas que conhecíamos, comentávamos das letras escrotas. Adne canta inglês SUPER bem, afinal. Consigo entender o imbromation dela..
Tinha até música do Justin no meio, Chris Brown, Akon, Beyoncé - todos meus artistas preferidos. Aliás, adoro Blackmusic! Letra ridícula, mas batida é DEZ!

Gabe e Adne tiveram que ir embora cedo. Despediram da Nanny com abraços fortes.

Nem parecia um dia de despedida. Continuamos a conversar sobre música (Black music, Rock..) e assistimos alguns clipes no Youtube, filosofamos sobre situações da Paula..

Já era 19h e meu pai teve que me buscar. Todos foram embora nesse horário.
-Tchau, Ianny! - dei um abraço nela, gostaria de ter dito algo como: Obrigada por tudo! Liga pra mim, caso precisar. Me avisa quando chegr lá.. Não deu! Não saia nada da minha boca! Droga!


(...)

Não tive como deixar lágrimas rolarem, mas chorei por pouco tempo. Logo me distraí e pensei: Serei forte nesse momento.

E o trem partiu, seguindo seus trilhos no qual não possam desviá-los a outro rumo. Lembranças permanecerão pra sempre.

Beijos

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Confiança

Vontade de chorar, mas tenho que me segurar.
Tudo vai acabar bem, Bia.

Cansada de correr atrás. Corra aqueles que se importam comigo;

Minha vida inteira sou uma seguidora. NINGUÉM nunca me seguiu; se seguiu, mudou seu rumo.
Hoje enxergo a realidade: Sirvo para escutar, não sei comentar. Não sirvo para dar minha opinião, sou enxergada como 'apenas mais uma no grupo'. O valor das pessoas ao meu redor é tão importante para mim e não sou valorizada do mesmo jeito. Sou burra de não enxergar isso!
Ninguém fez nada disso (até agora), não estou julgando, eu só enxerguei o meu mundo pelos outros olhos.


Quero ser valorizada, ter alguém do meu lado e não na minha frente. Cansei de correr e agora só irei caminhar. Se eu for devagar, aqueles que me valorizam esperará, mas não à distância, ao meu lado.


É algo errado comigo, tenho certeza. Tento me abrir ao mundo e não consigo. Não sei o motivo disso. Por quê? Definitivamente sou eu.


Estou em decadência. Não sei mais o que é amizade, não sei onde está a amizade e o amor, não sei quem devo ter importância.


(...)


Atrasada como sempre, minha mãe não chegava para me buscar da escola. Eu fixava meu olhar para aquela estrada deserta e torcendo que um carro prisma prata chegasse, o vento assoprava de oeste para leste, uma pedra no caminho suportava esse vento.
Ao chegar, uma breve notícia:
Sua avó teve um quase derrame, a pressão (alta) chegou aos 20 (o normal é 12 ou 13) e estava no hospital. Mais isso para acontecer.


No hospital:
Ao entrar pela porta, um breve sorriso naquele rosto sofrido - nunca vi ela sorrindo pela mminha causa. Encontrei alguém que se importa comigo - na sua pele magra, encostei minha mão, perguntava se estava bem. Ela dizia que 'sim, obrigada. Abrigada por vir. Muito obrigada, sayuri.'
Ao sair pela aquela porta, não aguentei segurar e desmoronei.
Outra pessoa que se importa e sempre se importou comigo: Minha mãe. Ela pôs seus braços ao meu redor. Dizia que tudo vai ficar bem. Ela vai melhorar, você vai ver.


Toda a dor que suportei hoje foi liberada, mas parte dela ficou presa em minha garganta. Dói! Não conseguia tirar esse nó.

Para me receber de braços (ou patas) abertas: Minha cadelinha (Layka) corria em minha direção, balançava o rabo e as orelhas enrugavam. Meu único consolo. Só ela me faz feliz!

É idiota, eu sei, mas o cachorro que você criou nunca vai deixar de amar seu dono. É mais que amor materno. É..inesplicável!


Agora, minha avó voltou para o hospital. Estou um pouco preocupada..
Layka acaba de botar as patinhas dianteiras no meu colo e bater o rabinho por eu ter acariciado sua cabeça.
Uma foto dela:


Ela não é linda, gente?




Amanhã é outro dia


beijos :*



terça-feira, 19 de maio de 2009

Final Infeliz




Um lado, está uma amiga - mergulhando num rio de lágrimas.
Pelo outro, está outra - por motivo diferente
Entre as duas, estou eu - caindo nas lágrimas também.


"O final somos nós que fazemos, seja lá bom ou ruim. Agimos e arrependemos. É assim - coisas boas parecem inacabaveis, precisamos levar um tombo pra perceber que não é verdade. Levantamos e continuamos andando. Enxugue as lágrimas! Você não terá o suficiente no sábado. E não culpe você mesma se a sua volta está voltando contra você."
- Bia para Gabe




Só na sua mente o mundo é otimista. A realidade é ser pessimista.



Em http://deliriosirreais.blogspot.com/ explica o fim da amizade entre Paula e Gabe.



Sinto muito, meninas.




Ergui minha cabeça ao alto e pensei: O que pode acontecer de pior agora? O que pode acontencer pra deixarmos mais tristes ainda?
A vida! As injustiças que ela trás de uma só vez. Não aconteceu por acaso, existe a causa e a consequência e o culpado é o destino.
O réu tem seus motivos e o tribunal conclui que ele é inocente. A vítima que se foda! Que se vire nos 30 no mundo!!
Sofremos, mas sobrevivemos. Não quer dizer que o mundo acaba aqui.

A vida é um texto cheio de vírgulas. Um 'quase fim do mundo' é ponto e vírgula. O fim é o ponto final. Considero hoje um ponto e vígula puxado pro vírgula.

Desmoronamos tanto que os olhos derreteram. Levanto e grito:
-PARE! Não tem que ser assim.
Mas perguntam:
-Como deve ser então, se não há como mudar?
Então, fico sem respostas. Devo aceitar como está e não interferir?

(...)

Quem somos nós para descrever a nós mesmos? Apenas quem te conhece sabe descrevê-la completamente.
Temos que auto-relatar sobre sua personalidade. Seus gostos, o jeito, pensamentos.. Levam à personalidade. Deve apenas se auto-conhecer.


O vento secará minhas lágrimas, a briza confortável irá me distrair, mas só você poderá me fazer feliz.



Tudo vai se resolver, de alguma forma mas vai. O tempo decedirá quando e você decidirá como.