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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Jogo da Vida: Sem sentido

Ja tive idéias alucinantes, de que minha vida fosse simples e maravilhosa. Percebi que sonhar acordado é muito melhor que sonhar durmindo. Não é aqueles sonhos que aparecem do nada, mas são aqueles que mais precisamos para se sentir bem, nas quais nós controlamos.
Situações que parecem impossíveis, mas ao mesmo tempo interessante...

Arrependimento mata, e é por isso que eu sonho. Para que ações que deveriam ser tomadas pudessem simplificar minha vida - ou apenas na possibilidade. Talvez estava com medo de me arrepender. Bom, agora me arrependi.
Arrependo de não ter agido, de ter medo, de não ter vivido intensamente.
Nem consigo me orgulhar das minhas atitudes, se é que existe qualquer orgulho. Talvez seja minha modéstia me impessa de orgulhar.
Se eu pudesse apenas sonhar acordada para sempre... Se meus "sonhos controlados" fossem reais... Se a vida fosse assim tão simples...

Apesar de ser com controlar sonhos, não posso sentí-los ou vivê-los, apenas sonhar. Como poderei saber se esse sonho é realmente bom? Me faz pensar que não existe o verdadeiro significado da palavra simples. Considerações à parte, mas é humanamente impossível viver de simplicidade. Nem sonhando parece simples! Pois, quando acordo, penso na tese de nunca poder sentir ou viver, estragando toda a magia. Mesmo tentando trazer esse mundo para o verdadeiro.

Desisti de sonhar - no sentido de ter um objetivo - pois quando chego a minha conquista, existe uma espécie de prazo que expira em segundos, desmoronando todas minhas expectativas. Não faz sentido não controlar o mundo, assim como era para acontecer; não posso mudar os fatos alterando todo meu futuro.

Não faz sentido tentar. Para quê? Tentar para poder acabar afogado nas águas do arrependimento, sendo puxado, água abaixo, pela pouca vontade de orgulhar-me modestamente? Voltando à conclusão de que não faz sentido voltar à superfície e tentar novamente.
Assim como não faz sentido morrer (afogado) a essa "altura". Lutando contra meu próprio orgulho, subo até a superfície para respirar o ar da esperança, sentí-lo passando pelos meus pulmões, o oxigênio alimentando meu sangue de energia, fazendo com que meu coração (psíquico) me motive seguir em frente. Mas minha razão diz para nadar até terra firme e esperar as ondas do destrino trazer algo que possa me sustentar, que possa me agradar ou me fazer feliz - olhando elas baterem na areia, indo e vindo... Desperdiçando todo meu tempo.
Continuo dizendo que isso é errado, não posso viver nesse mesmo episódio, indagando qualquer assunto masoquista que vier a mente.

Só não consigo esperar, o que me faz pensar que esperança só chega para quando menos esperamos e não aparece quando queremos sua aparição instantânea.

Logo esse mesmo ciclo é repetido várias, várias vezes - voltando ao princípio: sonhar acordado. Talvez essa é minha única esperança.

Não me importo de sonhar, para depois entender que não faz sentido sonhar. Acredito que sonhos podem se tornar realidade, mas a falta de sentido impede de realizá-lo.

Se viver a realidade não faz sentido, sonho para passar o tempo, até chegar o momento em que ele colaborará comigo. E quando isso acontecer, a vida fará sentido...

Afinal, não faz sentido a vida ser tão cruel a ponto de colocar obstáculos à nossa frente, achando que seremos fortes em enfrentá-los a partir delas...
Não preciso de obstáculos para ser forte, preciso de oportunidades para entender o sentido da vida!
Acredito que estão esperando algum moral nessa minha filosofia, apenas digo: essa é a realidade. Não estou sendo pessimista, apenas sou mais alguém no mundo com uma história para contar.
Logo que o rapaz terminou seu discurso, foi aplaudido por poucas pessoas. Pegou seu chapéu com algumas moedas jogadas pelos apreciadores, sua platéia. Um homem, jogou algumas moedas, se aproximou do rapaz e disse:
-Olá. Sou Nickolas Johnson. Você é Paulo Morathi, certo?
-Sim. - respondeu.
-E você faz esses discursos na rua todos os dias?
-Sim.
-Onde vem todas essas inpirações?
-Livros, experiências, opiniões...
-Está em busca de oportunidades?
-Não acabo de dizer isso?
-Pois lhe darei uma oportunidade. Venha comigo.
To Be Continued...

domingo, 19 de julho de 2009

Jogo da Vida: a revolta do destino

Isso é um trecho, parte de um livro que estou criando. Jogo da Vida

Sinopse: Um grupo de pessoas de países diferentes participam de uma espécie de jogo filosófico, capaz de fazer qualquer um perder a cabeça. Eles passam um mês em uma ilha paradisíaca, desconhecida. Todos estão lá pelo simples motivo: um prêmio de 10 milhões de euros; equivalente o resto de sua vida! A cada semana alguém é eliminado misteriosamente, sem deixar nenhum rastro. Cada dia é uma prova, quem fracassar está a um passo dessa eliminação. Quem ganhar o jogo, descobre toda a trama, todo o mistério por trás dessa ilha, todo o esquema do jogo, descobre o que realmente acontece com os jogadores eliminados e descobre o sentido de viver.

Gostaram? Se gostaram passarei a postar mais.
Agora só estou passando o resumo da vida dos participantes para vocês entenderem que todos precisam de ajuda. (Faça sua parte)

beijosmeliga ;*

P.S: Realmente, não tenho nada para fazer nessas férias. Se eu postar algo do meu dia, o blog não estaria interessante. Acho interessante retribuir esse livro, caso acham interessante.
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A vida de Rachell Bennett parecia simples demais. Uma moça muito bonita, cabelos ruivos acastanhados, olhos azuis, pessoa alegra, divertida, simpática, com uma bela família e um bom emprego. Apenas isso o que a vida lhe proporcionou como base de sua felicidade. Porém, minutos podem mudar sua vida. O mundo resolveu se revoltar contra ela, sem deixar uma segunda chance à ela.


1994: Rachell acaba de se mudar para a cidade de Londres, à procura de um emprego. Havia largado sua antiga vida para trás. Ela havia brigado com seu namorado, Rick, pois ele traiu ela, com a melhor amiga. Rachell achou que uma nova vida, em uma nova cidade, poderia recomeçar tudo e esquecer seu passado. Ela conseguiu uma vaga no banco.

1998: Uma promoção. Todos seus colegas de trabalho resolvem fazer uma festa para comemorar no bar. Um rapaz bonito, cabelos claros, está a encarando no balcão. Minutos depois, o rapaz veio falar com ela.
-Rachell? - disse ele. - Se lembra de mim? Estudamos junto na sétima série, em Liverpool. Eu sou Josh Sulivan...
-Sim! Eu lembro. Como vai, Josh? Há quanto tempo!
Conversa rolava solta, assuntos mudavam à cada minuto, afinidade florecia. Algo que Rachell nunca chegou a pensar que esse cara poderia ser tão amigável.
-Quer sair desse lugar agitado? Dar uma passeada pela cidade... - propos ele.
-Sim.
Ele lhe mostrou um belo lugar, onde as luzes do luar pudessem ressaltar a beleza dela. Um parque, seu refúgio particular.
-Belo lugar, não? - disse John.
-Sim. Muito belo!
-Belo demais para um beijo?
Ele veio se aproximando vagarosamente, encostou suas mão na sua face, fazendo com que ela olhasse para ele e, então, encostasse seus lábios nos dele.

2001: Josh e Rachell já estavam namorando, morando junto em um pequeno apartamento.
-Josh, preciso falar com você. - disse Rachell.
-Eu também preciso. Você primeiro.
Ele sentou em sua poltrona.
-Eu fiz um teste hoje. - ela prosseguiu, ele continuou calado. Talvez já soubesse qual é o teste.
-Você está... - ele não conseguiu completar a frase.
-Sim - ela completou. Ele entendeu sua indireta.
-Isso é ótimo! - ele exclamou, com total empolgação.
-Não está bravo comigo?
-Por quê estaria? Não é sua culpa. Quer dizer, teoricamente é a minha culpa, mas...
-Você quer ter esse bebê?
-Sim. Quero criar esse bebê com você. Quero passar minha vida ao seu lado...
-O que você quer dizer com isso?
Ele pôs a mão no bolso e retirou uma caixa aveludada.
-O que estou querendo dizer: Quer casar comigo?

2004: Rachell, deitada na cama, observava novamente seu lindo e brilhante anel dourado, com traços finos e delicados de prata nas bordas. Charlie estava assistindo algum programa infantil na tv.
-Adivinha, querida. - disse Josh logo que abriu a porta de seu novo apartamento - Fui promovido!
Rachell nada dizia, então Josh foi até seu quarto, onde ela estava. Agora, estava sentada, esperando por ele.
-Tenho que lhe contar uma coisa...

Um choro de bebê ecoava pelos corredores do hospital.
-Olha, meu amor. Veja como ele é lindo! - Rachell murmurava para Josh, deitada na maca, com uma camisola branca meio rosada.
-Ele é tão pequeno, mamãe. - sussurrava Charlie para que o bebê não acordasse.
-Bem vindo ao mundo, Peyton. - disse Josh.

2007: Gritos, xingamentos, reclamações, duas vozes altas falavam ao mesmo tempo atrás da porta. As crianças estavam grudadas nessa porta, com esperança de que essa briga terminasse.
-Charlie, eles vão parar, não é? - dizia Peyton, com seus olhos transbordando de lágrimas.
-Não sei, Peyton. Não sei.

Advogados, Rachell, Josh reúnidos em uma sala.
-Assine aqui, Sra. Bennet. - disse um dos advogados, apontando para um papel no centro da mesa. - Pronto. Já acabamos esse processo. Vejo vocês no tribunal, a guarda dos filhos.
-Meretíssimo, tenho provas de que Sra. Bennet não é capaz de cuidar de meus filhos - dizia Josh - Aqui está uma foto de Sra. Bennet no parque com as crianças. Veja o detalhe que ela está de costas e distante das crianças. O fato de...
(...)
-Concluo: O pai fica com a guarda dos filhos. - diz o juíz.

Rachell é demitida por suspender seu tempo no trabalho. Ela encontra seu ex, Rick, pelas ruas de Londres, ele começa a mexer com Rachel, mas ela o ignora. Rick faz ameaças. Rachell desmaia.
Ao acordar, ela vê manchas roxas em toda sua pele, sangue caindo sob sua boca, dores nos braços e pernas; ela não consegue se levantar... O som de uma sirene se aproxima, luzes vermelhas piscavam constantemente. Rachell fica inconsciente.

"Não entendo. Eu não fiz nada de errado a eles, por que estão fazendo isso comigo? Sozinha no mundo, novamente. Dessa vez, não há um novo começo. Será que Deus fez essa tragédia comigo para eu aprender algo, para me arrepender ou algo do tipo? O mundo se revoltou contra mim. Não tenho casa, não tenho família, emprego, felicidade e - o mais importante - esperança. Tudo aquilo que eu tinha, foi tirado aos poucos. De quem é a culpa, então? Não há ninguém para julgar. Se está lendo essa carta, quer dizer que eu já morri... "

-Quem é você? - perguntou Rachell.
-Eu sou Nickolas Johnson. Tenho algo para lhe propor.


To be Continued...